segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Incoerências

A generalidade da massa trabalhadora assalariada e pensionistas, especificamente, a função pública - incessantemente flagelada pelas medidas de austeridade assimétrica do governo -, é implicitamente acusada como a causa de todos os males que afligem a sociedade e a economia portuguesas. Vem isto mais uma vez a propósito da “prenda de Natal”, traduzida em mais um corte na folha de remunerações que contemplou os professores-membros das direcções das Escolas Públicas. A medida não deixou de surpreender quer pela natureza do alvo quer pelos parcos proventos que a mesma significa para os cofres do Estado. Alguém menos familiarizado com a questão ajuizará porventura que os Executivos das Escolas Públicas auferirão suplementos remuneratórios (objecto da “prenda de Natal” do Ministério da Educação) elevados ou principescos quando na verdade os montantes compensatórios pelo exercício dos cargos, pouco mais são que simbólicos. 

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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Dívida Privada na Origem da Crise

A pressão especulativa dos benditos mercados financeiros – justamente apelidados de pura máfia por economistas considerados acima de qualquer suspeita revolucionária ou fracturante relativamente ao sistema dominante - sobre o financiamento externo do país, mantém-se impiedosa e agreste. Não obstante um ligeiro afrouxamento, por via da intervenção do Banco Central Europeu (BCE) que há poucos dias anunciou a satisfação ilimitada do conjunto das necessidades de liquidez da Banca pelo menos até ao final do 1.º Trimestre de 2011. Ao mesmo tempo que reiterou a vontade de prosseguir com a compra da malfadada dívida pública ou soberana nos mercados secundários.

Conhecendo-se as regras de jogo da economia de casino não se percebe como o BCE não só não actuou mais cedo e com maior determinação e clareza, como também não se descortina o pudor - só explicável pelo culto da ortodoxia neoliberal – em persistir na recusa em ceder liquidez directamente aos Estados-Membros do Euro em dificuldades e efectuar operações de aquisição da dívida pública no mercado primário, i.e., comprar directamente aos Estados.

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terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Mais umas achegas sobre a crise

A ditadura e o domínio avassalador do capital financeiro mantêm-se em toda a linha e a ditar leis à esfera política e ao regime democrático, como se a brutalidade da crise económica, social e financeira, gerada pelos devaneios da Banca, ganância dos especuladores e apetite voraz dos grandes grupos económicos – que se guiam segundo os dogmas do neoliberalismo  e o endeusamento dos  mercados -  não devesse servir de lição, e obrigasse à rotura de paradigma e modelo de desenvolvimento. Nada disto está a acontecer, para mal dos povos, massa trabalhadora, micros, pequenos e médios empresários, outros sectores e estratos sociais menos favorecidos de países periféricos como Portugal.

Leia o artigo na íntegra em Terra Ruiva


Escola Secundária de Silves vai entrar em obras!


Nos próximos dias iniciar-se-á a instalação dos chamados monoblocos que, dotados de condições razoáveis de conforto, permitirão o início das obras de profunda remodelação da cinquentenária escola, e o prosseguimento das actividades lectivas. Prevê-se que a execução da empreitada - adjudicada ao consórcio de empresas Bemposta/CME -, se prolongue ao longo de 18 meses. Os trabalhos desenvolvem-se em duas fases. A primeira fase envolve a remodelação da "ala das oficinas" e a construção nova: (1) constituída pela criação de ala parelela ao corpo das actuais oficinas, com 1.º e 2.º pisos. No 1.º piso nascerá o espaço da Biblioteca, Bar e zona de convívio dos alunos, assim como a nova entrada principal da escola (com auditório localizado na sua parte superior) com acesso a partir do Lg da República, enquanto o 2.º piso é destinado a salas de aula; (2) constituída pela edificação de Ginásio Semi-Coberto na zona entre o Bloco Principal e o Bloco da Cantina.
A segunda fase da empreitada envolve a remodelação do Bloco Principal e do Bloco do Ginásio/Cantina.
A intervenção na Escola Secundária de Silves, em simultâneo com outras 7 Escolas Secundárias do Algarve (e outros estabelecimentos congéneres de diversas regiões do país) é efectuada ao abrigo do Programa Nacional de Modernização das Escolas Secundárias e sob a égide da Empresa Pública Parque Escolar, directamente criada para o efeito.
Após a conclusão das obras daqui a cerca de 2 anos, seguramente, nada será como dantes!